A bolha no pneu funciona quase como uma bomba-relógio. A diferença é que no caso do veículo, você não sabe quando ela vai estourar. A bolha se dá pelo rompimento da estrutura interna metálica do pneu, que pode acontecer em razão de choques intensos, que alteram a forma tradicional da parte emborrachada do componente.

“Quando isso acontece em um dos pneus do conjunto, há aumento do risco de acidentes, pois há perda de resistência, o que o torna o veículo instável, com possibilidades de rompimento, colocando em risco os passageiros, pedestres e outros veículos”, explica Gerson Burin, coordenador técnico do Centro de Experimentação e Segurança Viária (CESVI).

Considerando a gravidade do fenômeno, que pode levar o pneu a um estouro, é recomendável trocar o componente assim que ele apresentar uma bolha. Embora alguns profissionais afirmem que a vulcanização é uma opção para salvá-lo, a malha metálica não pode ser refeita e os riscos se mantém os mesmos. “O ideal é a substituição do pneu avariado, lembrando que adquirir um novo é sempre a alternativa mais segura”, comenta o especialista. Ainda que o pneu esteja novinho, não há remendo que dê jeito. A única solução e deixá-lo bem longe do seu carro.

Algumas situações podem provocar o problema, como passar por um buraco ou valeta, bater a roda com o meio-feio (como quando o motorista vira o pneu para o passeio ao estacionar o veículo em uma ladeira) ou manter a calibragem mais baixa do que a recomendada pela fabricante.

Vale lembrar que a bolha no pneu pode surgir durante toda a vida útil do componente. Como ela é causada por causas externas, pode inclusive aparecer em carros que acabaram de sair da concessionária.

Tem dúvidas de como identificas as bolhas? Elas podem ser vistas e, normalmente, são sentidas por meio da trepidação do volante, ou ainda escutadas, já que alteram o som habitual do carro em movimento. Após passar por buraco, é imprescindível que o motorista confira as bandas interna e externa dos pneus.

Para evitar a formação das bolhas, recomenda-se passar por buracos em velocidade baixa. Além disso, é prudente prestar atenção ao estacionar o carro muito próximo ao meio-fio. Isso porque raspar o pneu também pode arrebentar estrutura metálica que confere resistência ao pneu ou rasgá-lo.

Numa situação de emergência, em que seja impossível trocar o pneu, opte por manter a bolha nas rodas dianteiras. Se um pneu da frente estoura, o condutor pode conseguir reverter o comportamento imprevisível do carro mudando a direção do volante. Quando um pneu do eixo traseiro arrebenta, é mais difícil controlar o veículo.

Fonte: AutoPapo

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